
Arthur Schopenhauer
Hoje retorna-se ao horário "normal", após o período do "horário de verão", bom para refletir sobre o tempo, cronômetro e relógio.
O livro da imagem ao lado, procuara resgatar a possibilidade de perder tempo para ganhar vida, ou seja, dedicar tempo, para as coisas que nos dão prazer e fazem bem, para viver-se melhor .
Ocorre que na antiguidade, o cotidiano era organizado segundo a lógica da natureza, isto é, dia e noite, orientados pelo sol, e pelos períodos de colheita e e coleta das frutas, a vida social era mais lenta.
Com a descoberta ou invenção do cronômetro, o conceito de tempo abstrato passa a dominar na sociedade sobre o conceito de tempo concreto da experiência, o tempo interno e que tem relação com prazer ou chateação. Este tempo, pode passar mais rápido ou mais lento, que o tempo abstrato do relógio, isto é, aquela espera, que o tempo não passa, ou aquele momento de prazer e alegria, onde constatamos que o tempo voou.
Temos então, dois tipos de tempo.
O tempo do relégio, chamado abstrato, que é igual para todos, e o tempo interno de cada um.
Após o cronômetro, os proprietários de terras, e depois, os donos da indústria determinaram que o operário não pode mais construir uma parede com o tempo que quiser, pois se estatisticamente cada operário pode fazer a argamassa, assentar um tijolo e terminar uma parede em 3 (três) horas, nenhum outro poderá fazê-la em três horas e meia, quatro horas ou mais, pois este não terá mais trabalho.
Desta forma, o trabalho humano passa a ter que funcionar como máquina, aqui começamos a nos tornar seres maqúinicos.
E como já disse Freud que "somos feitos de carne e osso", mas temos que viver como se fossemos feitos de Ferro", a partir do momento em que o homem desenvolve um aparelho para marcar com precisão as horas, os minutos, os segundos, a vida passa a se transformar, pois a contar deste dia começamos a nos tornar máquinas neuróticas.
Resta a alternativa que é perder tempo para ganhar vida.
Pode-se perder tempo com aquilo que cada um tem prazer em realizar e em fazer, mas na certeza de que uma revolução silenciosa começa por pequenos atos conscientes e voltados para o futuro e para o próximo, pois como afirmou Sêneca, que é difícil ceder de boa vontade à pressão das circunstâncias e não temer mudar.
"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam,
o tempo é eterno"
William Shakespeare
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